São muitos os tabus que envolvem os investimentos em Bolsa de Valores. E o que tem por trás dos “preconceitos”, na verdade, é a falta de educação financeira e informação de qualidade sobre o assunto e sobre como a prática funciona na realidade.  

Por isso, neste artigo, vamos explicar o que realmente é a Bolsa de Valores, como funciona e quais as possibilidades de investir. 

O que é e como funciona a Bolsa de Valores?

A Bolsa de Valores é um ambiente de negociação do mercado de capitais. Nesse ambiente, as empresas de capital aberto, disponibilizam seus títulos (também chamados de papéis), ou seja, as ações, para diversos fins, como: financiar seus projetos, sanar dívidas ou investir no crescimento da empresa.

Assim, os títulos ficam disponíveis para os investidores que podem comprar ou vender, dependendo do que for mais oportuno no momento. Essa é a prática mais conhecida dentro da Bolsa, entretanto, também são negociados derivativos, contratos futuros, commodities, fundos de investimentos, entre outros ativos. 

Você já deve ter visto em cena de filme um ambiente com vários operadores acompanhando o mercado e anunciando em um viva-voz, enquanto negociam entre si – com muitos gritos e gestos – e falam no telefone com os clientes para fazer o processo de compra e venda.

Esse era o pregão viva-voz, exatamente como a Bolsa de Valores funcionava há mais de 10 anos atrás. Agora, todo esse movimento acontece virtualmente, por meio de uma plataforma chamada homebroker. E não é possível ter acesso a ela sem a intermediação de uma corretora credenciada. 

Também, não há um valor mínimo para investir na Bolsa. Mas, existem taxas como as de corretagem, emolumentos, de custódia e até mesmo custos relacionados a transferências bancárias, como é o caso de uma TED ou DOC, por exemplo. 

Um detalhe muito importante é que a negociação dentro da Bolsa é feita em dois momentos: no mercado primário e no mercado secundário. 

Veja como funcionam.

Mercado primário 

Mercado primário é onde acontecem a captação direta de recursos via emissão de valores mobiliários de empresas de capital aberto, fechado, instituições financeiras, e até mesmo o governo através da emissão de títulos públicos.

Os participantes que buscam emitir algum valor mobiliário podem ter como objetivo a arrecadação de recursos que podem ser destinados a projetos internos ou para geração de caixa. 

É classificado como parte deste mercado, as operações em que a empresa faz uma Initial Public Offering (IPO), ou seja, Oferta Inicial Pública e disponibiliza, pela primeira vez, suas ações na Bolsa, porém caso a empresa decida emitir novas ações após seu IPO, o processo já não se chama mais IPO e sim Follow-on. 

Assim, os investidores podem comprar em “primeira mão” pelo preço pré-estabelecido ofertado. 

E o que é frequentemente “oferecido”? 

  • Ações
  • Debêntures
  • Títulos de dívida pública 
  • Títulos privados de renda fixa

Esses são alguns exemplos, mas você também pode encontrar outros títulos no mercado primário.  

Mercado secundário 

Bom, após o investidor comprar em primeira mão um ativo, ele pode ter a intenção de vendê-lo em algum momento oportuno. E essa “segunda” venda acontece no mercado secundário. 

A diferença é que as negociações são feitas entre os participantes, não mais havendo captação de recursos por parte dos emissores, ou seja, todo ganho de capital fica com os investidores. 

Além disso, os valores dos ativos podem oscilar conforme as condições de mercado, diferentemente das condições pré-estabelecidas no mercado primário. Por isso, tudo vai depender do momento da venda ou da compra. 

Então, em resumo, as operações que nascem no mercado primário são negociadas no secundário. E no mercado secundário é onde existe uma maior liquidez, devido a um volume superior de negociações entre os participantes. 

Para acessar o mercado secundário, é preciso ter como intermediadora uma corretora que faça esse tipo de operação. 

E a Bolsa de Valores brasileira?

Você conhece a B3? Essa é a Bolsa de Valores brasileira. A sua sigla significa Brasil, Bolsa, Balcão. 

Em 2017 ela foi oficialmente fundada após a centralização com a BM&F Bovespa – Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo – e a Cetip – Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos.

É na B3 que estão concentradas as operações de negociações dos ativos. Mas, também, ela oferece funções como o mercado de balcão, onde são feitas operações que não podem fazer parte da Bolsa, e também oferece a função de custódia e liquidação, em que armazena, registra e publica as informações dos ativos. 

A Bolsa brasileira é formada por aproximadamente 400 empresas de diversos segmentos, que envolvem áreas como da saúde, tecnologia da informação, petróleo, gás e biocombustíveis e muitas outras. 

Toda a atividade é regulamentada e fiscalizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), aplicando punições se houver descumprimento de regras. 

Além disso, poucas pessoas sabem, mas existe o Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos (MRP) da B3, que funciona de maneira semelhante ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) que garante o ressarcimento de até R$ 120 mil por eventuais situações que possam lesar o investidor.

O direito ao ressarcimento, nesses casos, é por problemas com execução de operações sem ordens, infiéis ou inexecução de ordens, falhas em ferramentas de negociação e perdas de liquidação extrajudicial da corretora. 

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O que é preciso saber antes de investir na Bolsa?

É comum relacionar o investimento em Bolsa como algo distante da realidade. 

Mas, hoje, com o incentivo à educação financeira sendo amplamente difundido, é possível ver que investir na bolsa é uma realidade próxima e pode ser ótimo para a construção de patrimônio a longo prazo, se feito com consciência e sabedoria.

Então, antes de investir na Bolsa, é essencial saber onde você se encaixa como investidor, ou seja, qual é o seu perfil. Pois, apesar de oferecer uma rentabilidade maior, os riscos são maiores do que os investimentos em renda fixa. 

Veja também o nosso “Guia completo sobre os impostos que incidem sobre os investimentos”.

Diferente das apostas, a Bolsa de Valores é um ambiente que, para operar, necessita de estudo, estratégia e análise de mercado. Consciência, disciplina e diversificação são fundamentais também neste mercado.

Além do mais, diferente de outras aplicações, principalmente de renda fixa, não é recomendado considerar o investimento em aplicações da Bolsa como reserva de emergência. Justamente porque o risco é maior. 

E o mais importante, você não precisa entender tudo sobre o mercado para investir porque existem profissionais altamente capacitados que podem cuidar da sua carteira e direcionar os seus investimentos para o melhor caminho, alinhado aos seus objetivos. 

E para isso, conte com a assessoria da Blue3, estamos ao seu dispor para te ajudar a encontrar as melhores oportunidades no mercado. 

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