IPCA e Selic são dois grandes balizadores dos investimentos no Brasil. O primeiro, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, calculado pelo IBGE, mede mensalmente o ganho ou a perda do poder de compra. Para entender o cálculo, confira este texto do nosso blog! 

Já a Selic, conhecida como “taxa básica de juros”, é um mecanismo de controle do governo para segurar a escalada dos preços. Ela sobe (ou desce) por decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que se reúne a cada 45 dias. 

Atualmente, a economia brasileira está pressionada pela inflação, o que motivou o BC a subir a Selic quatro vezes em sequência nos últimos seis meses. Após a reunião do dia 05 de agosto, a autoridade econômica fixou a taxa de juros em 5,25% ao ano, bastante acima dos 2% a.a. de janeiro, patamar mais baixo já alcançado pelo índice na história. Segundo os economistas pesquisados pelo Relatório Focus, também do Banco Central, em 27 de agosto, a expectativa é que ela chegue a 7,5% ao ano ainda em 2021.

O mercado financeiro conta com aplicações de renda fixa atreladas a esses dois indicadores, cujo desempenho também torna modalidades como a renda variável e fundos de investimento imobiliários mais, ou menos, atrativas.

Tomamos um café rápido com o Thiago Nemésio, estrategista-chefe da Blue3, para saber como os investidores podem pensar a carteira levando em consideração a atual conjuntura econômica.

Thiago, na conjuntura atual, o investidor deve olhar mais para o IPCA ou para a Selic?

A pergunta não deve ser inflação ou Selic, mas por que abrir mão de um dos dois? A escalada do IPCA mostra, mais do que nunca, como é importante diversificar a carteira, com um percentual importante atrelado à inflação, especialmente em CRIs, CRAs, debêntures e, claro, títulos públicos. Com isso ele consegue se manter protegido independentemente da alta inflacionária.

Já quem está na Selic, aproveita essa alta, já que ela tem que subir para controle da inflação. Portanto, no longo prazo, esses investidores vão se sair bem. Quando a inflação recuar no futuro, ele terá um juro real bom. Por isso, é bom ter os dois.

Essa é uma estratégia pensada para o logo prazo. Mas, o que é possível fazer para o curto prazo?

Para 2021, melhor apostar na inflação. Não deve ser possível neste ano entregar juros reais positivos em aplicações relacionadas à Selic, mesmo com esses aumentos consecutivos.

Existem outras opções que podem entrar no radar para proteger os investimentos da inflação?

Além dos produtos de renda fixa que citei, a bolsa de valores é uma classe de ativos que protege bem da inflação, assim como os fundos imobiliários. Além disso, outra opção é investir no exterior, com parte do patrimônio rentabilizando em dólar. O mais importante é sempre pensar em longo prazo, independentemente da conjuntura econômica momentânea.

Ainda ficou com dúvida sobre como seguir com seus investimentos? Fale com um assessor Blue3.