Enfim, você decidiu dar o primeiro passo rumo à liberdade financeira e buscar outras alternativas além da poupança. Mas, como em qualquer início, imaginamos que você ainda esteja descobrindo e assimilando todas as informações do universo dos investimentos. 

Isso é comum. O mercado financeiro pode parecer confuso no começo, mas é um espaço rico em possibilidades para a construção do seu patrimônio. 

Mas, nunca é tarde e sempre é tempo de aprender. E foi por esse motivo, que preparamos um guia completo sobre investimentos para iniciantes. 

Como começar a investir? 

Antes de mais nada, você precisa se conhecer. O que queremos dizer com isso? Você precisa entender o quanto você está disposto a investir; com qual frequência; se você tem tolerância ao risco e a volatilidade do mercado; e por fim, quais são os seus objetivos a curto, médio e longo prazo. 

As respostas desse processo vão te mostrar qual é o seu perfil de investidor. E saber qual é o seu perfil é a premissa para todo o restante que virá a seguir. 

Os perfis principais do mercado  foram classificados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), e são: 

Perfil conservador 

O investidor conservador é adepto à segurança, priorizando aqueles produtos que oferecem menor risco e estabilidade na carteira de investimentos. Mesmo que, para isso, tenha uma rentabilidade um pouco menor. 

Por isso, tendem a optar pelos investimentos em renda fixa. E os produtos mais comuns neste sentido são os CDBs, Títulos Públicos e os Fundos de Renda Fixa. 

Perfil moderado 

Esse investidor se preocupa menos com os riscos do que o conservador. Entretanto, ainda tende a priorizar a segurança na hora de investir. 

O investidor moderado costuma aderir alguns produtos que oferecem uma rentabilidade maior a longo prazo, se arriscando mais. 

Produtos como CDBs, Previdência Privada, Fundos Multimercados, Fundos Imobiliários e Ações podem fazer parte da lista de interesses desses investidores. 

Perfil arrojado ou agressivo 

Esses investidores possuem mais tolerância aos riscos em busca de uma rentabilidade maior. Por isso, costumam ousar e investir, preferencialmente, em renda variável, como a compra de ações e derivativos. 

A Bolsa de Valores costuma ser o ambiente em que os investidores mais arrojados costumam participar com frequência. 

Se planejar para começar a investir 

Agora que você já viu quais são os perfis dos investidores, podemos avançar para o próximo ponto, que é o do planejamento financeiro. 

Investimento não é um passatempo e muito menos a promessa de enriquecer do dia para a noite, mas sim uma forma de organizar a sua vida financeira, para que o dinheiro que você poupa renda mais e que você construa um patrimônio para ter um futuro digno e confortável. 

É saber utilizar os seus recursos de hoje da melhor forma. Por isso, desde o princípio, você precisa definir qual é a quantia que vai dispor mensalmente, com responsabilidade, para os seus investimentos.

A responsabilidade é o ponto-chave no planejamento. Antes de aplicar todo o seu montante em operações visando o lucro, é importante ter em mente que a reserva de emergência precisa entrar como uma das prioridades nesse processo. 

Mas, por que? A vida é repleta de surpresas, boas e ruins, e basta estar em movimento para uma vez ou outra sermos surpreendidos com imprevistos. 

Por exemplo: 

Sabe quando você decide que neste mês vai reservar um dinheiro para viajar com a família? E justamente nesta mesma época o seu carro quebra, seu animal de estimação fica doente ou você precisa dar manutenção em algo da sua casa que está com problemas. 

É desta mesma forma que acontece com os investimentos. Vamos supor que você esteja investindo em algum produto que esteja apresentando bons resultados. Mas, um desses imprevistos acontecem. Você certamente irá precisar deslocar a sua rentabilidade para resolver essa questão. 

Por isso existe a reserva de emergência. Ela é essencial para todos os tipos de investidores e vai garantir que os seus investimentos continuem saudáveis mesmo nas adversidades.

Como montar uma reserva de emergência? 

Primeiro, é preciso entender quais são os seus gastos fixos. Porque os especialistas do mercado orientam que a reserva de emergência deve cobrir de seis a nove meses dos gastos fixos de uma pessoa. 

Além disso, a reserva de emergência não deixa de ser um investimento também. Por isso, alocar esse montante em uma aplicação que ofereça liquidez diária – que você pode retirar a qualquer momento – e rentabilidade, faz toda a diferença. 

Alguns exemplos de produtos com liquidez diária, são: o Tesouro Selic, CDBs, Fundos de Investimento de Renda Fixa. 


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Quais são os investimentos mais indicados para iniciantes?

Essa é uma pergunta bem comum feita por quem está começando. Por isso, para finalizar o artigo, vamos falar sobre 3 investimentos, que já citamos acima, e são interessantes para os iniciantes.

  1. CDB

O CDB é um Certificado de Depósito Bancário emitido pelos bancos. É um investimento conhecido e bem comum na renda fixa. Esse produto oferece menos risco, como a poupança, porém com mais rentabilidade. Isso porque os rendimentos começam a contar desde o dia da aplicação.

Existem três tipos: o prefixado, pós fixado e híbrido. Além disso, pode ser tanto de liquidez diária, quanto de resgate apenas no dia do vencimento.

Leia mais sobre o CDB aqui.

  1. Fundos de Investimento de Renda Fixa

Os fundos de investimento funcionam assim: o investidor se junta a um grupo que tem o interesse de investir nos mesmos ativos, assim, cada investidor adquire uma cota e recebe a participação nos resultados.

Eles são administrados por gestoras responsáveis. Os fundos de renda fixa possuem 80% dos seus investimentos em títulos, como o nome já sugere, de renda fixa e os outros 20% em derivativos. 

Por isso, é um fundo considerado de menor risco também. 

Para saber mais sobre fundos, leia o artigo “Tipos de fundo de investimentos”.

  1. Tesouro Direto 

O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional criado pelo governo com o objetivo de gerenciar as dívidas públicas. 

Então, são títulos públicos em que o investidor empresta dinheiro para o governo em troca de rentabilidade. O Tesouro Direto se encaixa em um dos investimentos mais seguros do mercado atualmente. 

Esses títulos podem ser prefixados, pós-fixados e híbridos. 

Saiba também “Como investir em Renda Fixa de forma inteligente”.

Dica bônus: essa é uma dica que pode evitar muitos tropeços no início dessa jornada. Cada investidor tem objetivos particulares.

Por isso, os movimentos de “manada” em que muitos investidores acabam tomando a mesma decisão por influência de outras pessoas, podem ser prejudiciais e levar muitos ao erro. É essencial alinhar a análise fundamentalista do mercado feita por profissionais com os objetivos de cada um.

E, claro, você não precisa estar sozinho ou sozinha na hora de investir. Conte com a ajuda de quem entende e é especialista de mercado. 

Se você tem dúvidas sobre as suas opções para investir, clique aqui e converse com um assessor Blue3.