Os fundos de investimentos são veículos de alocação que podem investir nas mais variadas classes de ativos. No Brasil, os tipos mais comuns de fundos são os de renda fixa, multimercado, ações e cambial. Por questão de regulamentação, cada um deles tem suas particularidades, as quais serão abordadas a seguir.

 

Fundos de Renda Fixa

Essa categoria é obrigada pelo regulador a investir ao menos 80% de seu patrimônio em títulos de renda fixa, sejam eles públicos ou privados. Eles são caracterizados por sua fácil compreensão e também por ser uma porta de entrada para muitos investidores de fundos de investimentos. Já existem casos no mercado brasileiro em que esses fundos não têm taxa de performance. Por incrível que pareça, alguns não contam nem com taxa de administração. O investidor pode delegar seus investimentos a um gestor profissional, que terá acesso aos melhores produtos, sem ter que pagar nada por isso!

 

Fundos Multimercado

Os multimercados compõe a categoria mais extensa no mercado nacional de fundos. Com tantas opções disponíveis de fundos multimercado, o investidor pode ter alguma dificuldade ao escolher em qual investir. Essa categoria é a mais livre de todas, podendo investir em juros, bolsa, câmbio e inclusive fazer investimentos no exterior. Todos esses atributos fazem com que os multimercados possam ter diferenças bem grandes entre si. As casas de fundos multimercado geralmente tem alguma especialidade de investimento. Alguns fundos irão se caracterizar pelo foco em juros, enquanto uma outra parte se especializará no investimento em ações. Além disso, os gestores ainda têm a liberdade de investir fora do país, seja em títulos ou em ações. Isto dá a esses veículos uma exposição à outra moeda. As linhas acima mostram o quanto esse tipo de fundo tem liberdade para decidir onde investir e o que comprar.

 

Fundos de Ações

Esse tipo de fundo é obrigado a investir ao menos 67% de seu patrimônio total em ativos da bolsa de valores. Existem duas grandes categorias de fundos de ações. A primeira delas são os fundos passivos. Essa categoria é caracterizada por seguir um índice de referência, por exemplo o Ibovespa. Nesse caso, o fundo segue a carteira exata do Ibovespa, que é composta por mais de 60 ações. O gestor não precisa escolher em quais ações investir, ele apenas investirá nas ações que compõem determinado índice. A outra categoria é composta pelos fundos de seleção ativa. Nesse tipo de fundo, o gestor é responsável por escolher em quais ações investir. Após uma criteriosa análise, ele determinará se investirá ou não em uma ação. Além disso, definirá qual o tamanho da posição que a ação terá no fundo. Vale dizer que para os fundos de ações, não existe o come-cotas. Sendo assim, a tributação é paga sempre no momento do resgate, com uma alíquota de 15% sobre o lucro.

 

Fundos Cambiais

Essa classe deve investir ao menos 80% de seu patrimônio em títulos referenciados em moeda estrangeira. Os outros 20% devem obrigatoriamente ser investidos em ativos de renda fixa nacional. Os fundos cambiais geralmente são utilizados como uma proteção para a carteira de investimentos. Imagine que um investidor seja cotista de diversos fundos, dentre eles os de renda fixa, os multimercado e os de ações, mas que por suas características, eles sejam todos muito focados em investimentos no Brasil. Esse investidor pode optar por investir em um fundo cambial para se proteger caso as teses dos fundos que ele investe no Brasil não dêem certo. Como o fundo deve investir em títulos de moeda estrangeira, a carteira está pronta para ganhar caso as teses sobre o Brasil caminhem na direção correta, mas também terá uma parte de seu capital protegido caso as coisas saiam dos trilhos. Uma coisa que se deve falar, é que os fundos cambiais não investem diretamente na moeda estrangeira, mas sim em títulos, que são de moeda estrangeira.